O ENVELHECIMENTO CEREBRAL Você se preocupa com o envelhecimento do seu cérebro?
Se a resposta é não, eu te digo: deveria se preocupar. E contrário a crença popular, principalmente se for jovem.
Explico:
Sua expectativa de vida é muito alta, vivemos numa época a aquisição de novos conhecimentos e habilidades vai ser muito exigida até o final da vida. Ou seja, para garantir qualidade de vida, você precisa manter seu cérebro bem ativo.
Degeneração
Nesse tópico logo de cara vou dar uma boa notícia, e uma má também.
Começando pela notícia ruim, é que existe uma degeneração real, a partir dos 30 anos no nosso cérebro. Ou seja não podemos evitar o envelhecimento natural do cérebro.
A notícia boa, é que esse envelhecimento é bem menor do que se pensava há 20 anos atrás, por conta do avanço da neurociência. O que se descobriu recentemente é que cérebro é o órgão do corpo que menos envelhece.
Além disso, o cérebro tem uma grande capacidade de compensar as perdas.
Uma das maneiras de fazer essa compensação é pela a neurogênese, que é a capacidade de criar novos neurônios. A neurogênese é mais intensa na infância, mas continua mesmo depois da idade adulta.
Já a neuroplasticidade é a capacidade do cérebro formar novas conexões. Como o aprendizado está diretamente ligado a criação de conexões, quando aprendemos uma coisa nova criamos um novo caminho através dos neurônios, fortalecendo o cérebro como um todo.
Outros experimentos mostram que quando uma determinada área do cérebro é destruída por algum motivo, outras áreas podem, se estimuladas assumir, as funções e o controle do que foi danificado. É como se o cérebro compensasse com outros neurônios que não estão sendo muito usados para ajudar na recuperação.
Isso é percebido quando pessoas que sofrem acidentes que afetam atividades motoras e cognitivas, e com o tempo vão recuperando suas habilidades.
Cérebro Jovem X Maduro: Diferenças
Recentemente uma pesquisa mostrou que pessoas a partir dos 40 anos acabam mudando a forma de raciocínio, começam a usar melhor os hemisférios direito e esquerdo do cérebro. Isso comprova que apesar da degeneração celular do cérebro, com prática e novas aprendizagem nosso cérebro pode se tornar cada vez melhor.
Experimentos recentes mostram que cérebro jovem apresenta uma inteligência mais rápida, fluída. Por isso, os mais jovens tem mais facilidade com a realização de multitarefa constantemente, conseguindo chavear a atenção a diversas tarefas com mais rapidez.
Já o cérebro maduro, possui uma amplitude de conhecimentos gerais maior, além de possuir uma inteligência social também mais desenvolvida.
O lado do bom de o cérebro mais maduro ser mais lento, é que as pessoas mais velhas erram menos, já que tem mais tempo para ponderar antes de agir.
Crescimento/Manutenção
Cerebro
Para manter a capacidade cognitiva do cérebro sempre afiada, precisamos exercitá-lo fazendo atividades intelectualmente estimulantes.
Curiosamente existe uma pesquisa que indica que acontece uma degradação do QI das pessoas em situações como a vida após a conclusão da faculdade ou então na vida de aposentado. Suspeita-se que isso se deve ao fato de que nessas fases a pessoa fica com a impressão de que não precisa aprender mais nada. Além disso não condizer mais com a realidade que vivemos, de constante inovação, essa atitude acaba causando grande danos no cérebro.
Algumas das atividade mais citadas como boas para manter o cérebro são aquelas como leitura e palavras cruzadas. O problema das palavras cruzadas, por exemplo, é quando a pessoa se torna “craque” nessa atividade, e isso faz com que se torne apenas um lazer, mas sem grandes novidades que realmente estimulem a neuroplasticidade.
A dica então é aprender (e ler!) sempre coisas novas, tais como estudar uma nova língua, fazer um novo esporte, jogar um jogo diferente e por ai vai.
Corpo São, Mente Sã
Um dos maiores pecados das escolas atuais é manter os alunos sentados na maior parte do tempo. Isso prejudica bastante a capacidade de aprendizado da criança.
Atividade física é sim uma maneira aprender coisas novas e auxiliar a aprendizagem mesmo em áreas não motoras. Ela proporciona uma maior oxigenação no cérebro, ajuda na neurogênese e na neuroplasticidade. O grande segredo é aprender novidades tanto em termos de atividades físicas como intelectuais.
Depois de todas essas informações, faça essa pergunta para si:
Como anda seu cérebro?
A partir de hoje, o que você pretende fazer de diferente para melhorar o funcionamento do seu cérebro? O que vai ser mudado na sua rotina?
